Doutrina Espírita


O QUE É O ESPIRITISMO?
O Espiritismo responde às questões fundamentais de nossa vida:
– Quem é você?    – Antes de nascer, o que você era?
– Depois da morte, o que você será?  – Porque você está neste mundo?

Allan Kardec - O codificador da Doutrina Espírita com suas Obras Básicas.

Allan Kardec – O codificador da Doutrina Espírita com suas Obras Básicas.

O ESPIRITISMO É CIÊNCIA?

Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro dos critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos Espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no Espiritismo: todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica.

O ESPIRITISMO É FILOSOFIA?

O Espiritismo é uma filosofia porque dá uma interpretação da vida, respondendo questões como… “de onde você veio”, “o que faz no mundo”, “para onde vai após a morte”, “ porque está no mundo”.

O ESPIRITISMO É RELIGIÃO?

O Espiritismo é religião porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus para serem aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade. O Espiritismo não é religião organizada com estrutura clerical pois: Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não adota cerimônias como batismo, crisma, casamento. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer simbologia. Não adota ornamentação para cultos, nem gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem talismãs, nem defumadores e nem cânticos cerimoniosos, ritualísticos ou ladainhas. O culto Espírita é feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo.

OS 5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESPIRITISMO:


1. Existência de Deus

Deus existe. É a origem e o fim de tudo. É o criador, causa de todas as coisas. Deus é a suprema perfeição, com todos os atributos que a nossa imaginação lhe possa atribuir, e muito mais.

2. Imortalidade da Alma (Espírito)

Antes de sermos seres humanos, filhos de nossos pais, somos, na verdade, espíritos, filhos de Deus. O espírito é o princípio inteligente do universo, criado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços.
Como espíritos, já existíamos antes de nascermos e continuaremos a existir, depois da morte física.
Quando o espírito está na vida do corpo, dizemos que é uma alma ou espírito encarnado. Quando nasce para este mundo, dizemos que reencarnou; quando morre, que desencarnou. Desencarnado, volta ao plano espiritual ou espiritualidade, de onde veio ao nascer.
Os espíritos são, portanto, pessoas desencarnadas que, presentemente, estão na espiritualidade.

3. Pluralidade das Existências

Criado simples e ignorante, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Desse modo, ele tem possibilidade de se desenvolver, evolucionar, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e desencarnando, quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimentos, através das múltiplas experiências de vida.
A reencarnação, portanto, permite ao espírito viver inúmeras existências no mundo, adquirindo novas experiências, para se tornar melhor, não só intelectualmente, mas, sobretudo, moralmente, aproximando-se cada vez mais do que estabelecem as Leis de Deus.
Mas, assim como o aluno pode repetir o ano escolar – uma, duas ou mais vezes – o espírito que não aproveita bem sua existência na Terra, pode permanecer estacionário pelo tempo necessário, conhecendo maiores sofrimentos, e atrasando, assim, sua evolução, até que desperte para a necessidade de caminhar em direção ao progresso.
Não podemos precisar quantas encarnações já tivemos e quantas teremos pela frente. Sabemos, no entanto, que, como espíritos em evolução constante, reencarnaremos quantas vezes sejam necessárias, até alcançarmos o desenvolvimento moral exigido para nos tornamos espíritos puros.

Esquecimento do passado: não nos lembramos das vidas passadas e aí está tambem a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que praticamos ou dos sofrimentos pelos quais passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, teríamos infinitas dificuldades para viver em plenitude a vida atual. Ocorre que, frequentemente, os inimigos do passado, hoje são trazidos ao nosso convívio próximo, na condição de filhos, irmãos, pais, amigos, nos oferecendo a oportunidade do resgate, da reconciliação, do amparo mútuo: esta é uma das razões da reencarnação.
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpetrados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.
A reencarnação, dessa forma, é uma oportunidade de reparação, como é também oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando a própria evolução espiritual. Quando reencarnamos, trazemos um “plano de vida”, compromissos assumidos durante a espiritualidade, perante nós mesmos e nossos mentores espirituais, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível. Dependendo de nossas condições espirituais, poderemos ter participado ou não dessas escolhas, optando por provas, sofrimentos, dificuldades ou facilidades, que propiciarão meios para nosso desenvolvimento espiritual.
A reencarnação, portanto, como mecanismo perfeito da Justiça Divina, explica-nos porque existe tanta desigualdade no destino das criaturas na Terra.
Pelos mecanismos da reencarnação, verificamos que Deus não premia ou castiga. Pela misericórdia divina, somos nós os articuladores do próprio destino, por vezes necessitando de sofrimentos que nos instigam à melhora e crescimento, pela lei da “ação e reação”

4. Pluralidade dos Mundos Habitados
Nem todas as encarnações se verificam na Terra. Existem mundos superiores e mundos inferiores ao nosso. Quando evoluirmos, poderemos renascer num planeta de ordem elevada. O Universo é infinito e “na casa do Pai há muitas moradas”, já dizia Jesus.
A Terra é um mundo de categoria moral inferior, haja vista o panorama lamentável em que se encontra a humanidade. Contudo, ela está sujeita a se transformar numa esfera de regeneração, quando os homens se decidirem a praticar o bem e a fraternidade reinar entre eles.
“Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há de Ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.” (O Livro dos Espíritos, questão 55)

5. Comunicabilidade dos Espíritos
Os espíritos são seres humanos desencarnados. Eles são o que eram quando vivos; bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos.
Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações, como nós, os encarnados, temos as nossas.
Não há lugar determinado para os espíritos. Geralmente os mais imperfeitos estão junto de nós, atraídos pela materialidade a qual estão ainda jungidos, e pela similaridade de sentimentos com as quais nos afinizamos. Não os vemos, pois se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas eles podem ver-nos e até conhecer nossos pensamentos.
Os espíritos agem sobre nós, mas essa ação é quase que restrita ao pensamento, porque eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria. Para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais: essas pessoas são chamadas médiuns.
Pelo médium, o espírito desencarnado pode comunicar-se, se puder e quiser. Essa comunicação depende do tipo de mediunidade ou de faculdade do médium: pode ser pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), etc… Mas, toda e qualquer comunicação não deve ser aceita cegamente; precisa ser encarada com reserva, examinada com o devido cuidado, para não sermos vítimas de espíritos enganadores. A comunicação depende da conduta moral do médium. Se for uma pessoa idônea, de bons princípios morais, oferece campo para a aproximação e manifestação de bons espíritos.
É preciso ficar alerta contras as mistificações e contra os falsos médiuns, que tentam iludir o público menos avisado em troca de vantagens materiais. Por isso, é importante que, antes de ouvir uma comunicação, a pessoa se esclareça a respeito do Espiritismo.

FINALIDADE DA VIDA ENCARNADA NA TERRA:

Para expiação do mal, quando então sofremos as conseqüências dos erros praticados. Para uma provação, e então somos testados ante as dificuldades da vida. Para ajudar a humanidade, exemplificando o bem e a elevação moral. Para o desempenho de uma missão, prestando serviços a humanidade.

COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS
Os Espíritos são seres humanos desencarnados e são o que eram quando aqui estavam: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos, todos têm suas ocupações assim como nós.
Não há lugar determinado para os Espíritos. Geralmente os mais imperfeitos estão junto de nós pela identidade com as nossas imperfeições.
Os Espíritos agem sobre nós através do pensamento, pois não conseguem agir diretamente sobre a matéria; precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais, são os chamados médiuns. Pelo médium o Espírito desencarnado pode comunicar-se.
Essa comunicação varia segundo a faculdade (pré-disposição física, orgânica) do médium. As principais são:
• Psicofonia – comunicação pela fala.
• Psicografia – comunicação pela escrita.
• Vidência – apresentação de cenas ou pessoas.
• Audiência – comunicação através da audição.
Toda e qualquer comunicação precisa ser examinada com cuidado para não sermos vítimas de espíritos brincalhões ou enganadores. A comunicação com os bons Espíritos depende, também, da conduta moral do médium.

FÉ RACIOCINADA
Para podermos crer de verdade, precisamos compreender, antes de mais nada. A crença cega, sem raciocínio, é crendice ou mesmo superstição. Antes de aceitarmos algo como verdade devemos analisá-lo bem.

“Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”.

LEI DA EVOLUÇÃO

Cada um de nós é um espírito encarnado caminhando para Deus. A vida na Terra é sempre uma oportunidade de reajustamento no caminho do bem. A escolha nos pertence; logo as conseqüências boas ou más são resultado de nossas próprias decisões, é a Lei de “ação e reação” ou de “causa e efeito”. Se, portanto, fizemos o mal, sofreremos a sua conseqüência. “A cada um segundo as suas obras” – disse Jesus. Isso explica a razão de tanto sofrimento no mundo.
Quanto melhor for a nossa conduta, mais depressa nos libertamos dos sofrimentos encurtando o caminho da evolução. Não há céu nem inferno. Existe, sim, estados da alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais.
Não existem anjos ou demônios como uma criação especial ou uma maldição Divina; mas apenas Espíritos Superiores e Espíritos inferiores que também estão a caminho da perfeição, os bons se tornando melhores e os maus se regenerando.
Cada qual tem a oportunidade que merece. Se um pai humano, que é imperfeito, não é capaz de condenar eternamente um filho por pior que ele seja; o que devemos deduzir de Deus que é Pai Misericordioso, Perfeito e Justo, e indistintamente faz chover sobre os bons e os maus, e faz com que o sol ilumine os justos e os injustos.
Notemos que a vida é sempre uma nova oportunidade de reconciliação com os ideais superiores do bem e da verdade.

A LEI MORAL
Não adianta só pertencer a essa ou aquela religião. O importante é a prática do bem todos os dias.
Jesus nos recomendou: “ Amar a Deus sobre todas as coisas e Amar ao próximo como a si mesmo”.
Não há outra maneira de amar se não formos caridosos.
O verdadeiro cristão trabalha no bem, fazendo a sua parte na luta por um mundo melhor; cuidando das suas atitudes, vigiando seu comportamento diário, sendo mais atencioso e gentil, procurando ver nos outros as qualidades e sendo mais exigente para consigo mesmo.
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