História


Era um declive, com infiltração de água, coberto de mato. Mesmo assim, os amigos se associaram e, através de um empréstimo bancário, compraram o terreno, construíram um abrigo com cobertura de zinco e aí fundaram, com muita alegria e esperança, em 17 de julho de 1927, o CENTRO ESPÍRITA MIGUEL E ALMAS.

Unidos pelo coração fraterno, decididos a estudar e praticar a Doutrina Kardequiana, os amigos Manuel Godinho, Maurício de Pinho, Oldemar Thompson, Antônio Alegria e Francisco Portugal não pouparam esforços para alcançar, através das preces, dos estudos e dos trabalhos realizados pela Espiritualidade, o ideal de Instruir, Amar e Servir. Veio, então, juntar-se aos “pilares” da casa, o irmão Hildebrando Costa, tornando-se o nosso 5º Presidente, que então: registrou o Centro na Federação Espírita Brasileira sob o nome de CENTRO ESPÍRITA MIGUEL.

Criou um ambulatório com atendimento médico gratuito e fornecimento de remédios; deu início, em maio de 1948 à “Mocidade Espírita Pedro de Alcântara”  ( MEPA, hoje atendendo a quase 100 jovens ); inaugurou em 29 de março de 1953 a “Biblioteca” que recebeu o seu nome  ( hoje, conta com um acervo de 1800 títulos );

O nosso 6º Presidente, Sr. Elviro de Carvalho, dando continuidade às gestões anteriores:
aumentou o quadro de associados que colaboravam de forma modesta, porém regularmente, para o pagamento das despesas mensais obrigatórias; fez nascer, com a colaboração dos jovens, o nosso primeiro Jornal “A Voz da M E P A” ( Mocidade Espírita Pedro de Alcântara ).

O 7º Presidente, Sr. Alfredo Reis Ribeiro, junto com o Sr. Elviro, objetivando dar um meio de sustentabilidade material ao Centro, criaram, administraram e trabalharam na “Gráfica Riel”, localizada nos fundos do terreno, e assim conseguiram fundos para a construção de uma sede nova, maior e definitiva para o C E M. Ampliaram, também, as instalações da tesouraria, do bazar e da cantina.  Foi, então, eleito o Sr. Lourival Pereira que, com competência e boa vontade, muito trabalho e dedicação, continuou movimentando a gráfica até o seu fechamento nos anos 70.

Já nos anos 80, o Sr. Ulisses Fernandes Gonçalves foi eleito o nosso 9º Presidente e sempre numa trajetória de crescimento realizou novas obras de ampliação e renovação: criou a “Livraria do C E M”; criou o Curso Básico de Espiritismo e o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita; criou a Coleta de Alimentos no bairro; organizou a Administração do C E M em Departamentos, entre outras melhorias.

Sucedeu-o o Sr. Ilídio dos Santos Nascimento em 1995, dando continuidade às obras necessárias de ampliação, pois o C E M crescia no seu corpo mediúnico e doutrinário, já precisando de novas instalações:
construiu o “Pavilhão CATUÍTE”  ( Catuíte é um Espírito índio guardião de nossa Casa ); inaugurou seis novas salas destinadas aos estudos dos adultos, jovens e crianças; ampliou as acomodações do Departamento Assistencial para acolher seus novos setores;  proporcionou um novo salão para as Reuniões de Assistência aos Enfermos, bem como duas salas destinadas ao diagnóstico pelo atendimento fraterno e duas para a fluidoterapia; revitalizou o terraço para realização de “Encontros e Eventos”.

E assim, com muito esforço, trabalho e dedicação, o CEM foi crescendo até chegar no que vemos hoje.