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A VOCÊ QUE CHEGA AO CENTRO ESPÍRITA MIGUEL

A ti, alma irmã, que estás chegando a esta casa pela primeira vez, queremos oferecer-te as boas-vindas. Esta é uma casa cujas atividades se baseiam no Evangelho de Jesus e na Codificação do Espiritismo por Allan Kardec.
Aqui encontrarás inúmeros trabalhadores na arte de servir, a fim de serem felizes com a felicidade alheia. Estarão sempre prontos a ouvir-te.
Não suponhas, porém, que pelo fato de estarem ligados a esta casa, os tarefeiros que encontrares estarão isentos de provas e dificuldades.
Assim como tu, eles lutam e sofrem, esforçando-se para superar a si mesmos, dentro dos problemas do mundo.
Aqui encontrarás médiuns dedicados e prontos a servir. Não os tenha, contudo, na conta de criaturas privilegiadas pelo Alto.
Assim como tu, elas lutam e sofrem, tendo recebido a faculdade mediúnica como empréstimo da espiritualidade a fim de pagar as dívidas contraídas no passado.
Aqui encontrarás orientadores esforçados na tarefa de difundir e esclarecer sobre a Doutrina Espírita. Não os tenha, porém, como sábios inquestionáveis.
Assim como tu, eles lutam e sofrem, porque não vivem alheios às dificuldades comuns ao mundo, sendo o seu maior esforço exemplificar, na prática, aquilo que anunciam da tribuna.
Aqui encontrarás tarefeiros dedicados ao serviço do passe magnético, inseridos na sublime tarefa de transmitir energias refazedoras aos mais necessitados.
Entretanto, não os consideres portadores de faculdades especiais, capazes de efetuar prodígios restauradores do físico.
Assim como tu, eles lutam e sofrem, carregando, muitas vezes, dores maiores que as tuas, perseverando, porém, na tarefa a que se dedicam.

Aqui encontrarás os dirigentes encarnados, responsáveis pelo encaminhamento das tarefas de toda ordem no nível material. Não os interpretes, porém, como arautos dos céus.
Assim como tu, eles lutam e sofrem, esforçando-se em consolidar a missão que lhes foi confiada, a fim de alcançar a própria redenção.
Encontrarás, enfim, irmãos de jornada, matriculados neste ou naquele serviço, prontos a atendê-lo, impulsionados pela fraternidade. Não os consideres, entretanto, criaturas infalíveis e detentoras de toda a verdade.
Assim como tu, todos eles sofrem e lutam, a fim de superarem as próprias imperfeições, com o único objetivo de conquistarem, em si mesmos, o amor em ritmo de constância, para que alcancem a paz e a felicidade.
E, se por algum motivo, te sentires tomado pelo desejo de gratidão em virtude de algum benefício que, nesta casa, vieres a alcançar, lança o pensamento a Deus, e a Ele, somente a Ele, agradeças, porque, assim como tu, nós todos, que laboramos nesse serviço, somos os eternos recebedores das bênçãos do Pai.
(Mensagem recebida no C.E. Allan Kardec, de Campinas-SP,
através do médium Clayton B. Levy, em 24/04/1990)


RENOVAÇÃO CONSTANTE !

Todo ano é a mesma coisa: muda o calendário, mas a conduta do homem continua a mesma.
Em tempos de transição é necessário que cada pessoa reconheça a responsabilidade que tem como cidadão, abandonando a postura comodista, na tentativa de promover uma mudança global, que pode começar dentro de sua casa e de sua família, a partir de você.
Aproveite O MOMENTO PRESENTE para se despedir…
… da inveja, do comodismo e do pessimismo – você é capaz!
… da arrogância, da prepotência e da raiva – sentimentos negativos atraem outros da mesma faixa.
… da nostalgia e dos vícios – o corpo é santuário que abriga a essência da vida.
… das mágoas, do egoísmo e das más companhias – essas energias ruins são causas de doenças.
Aproveite a chegada de cada novo dia para renovar os votos de…
… Reforma Íntima – Onde tem errado? O que é preciso mudar?
… Caridade, Aceitação e Paciência – grandes oportunidades de aprender as lições.
… Compromisso e Atitude – não permita que nada desvie a sua atenção.
… Amizade – Reforce os laços.
… Esperança e Fé – acredite no Homem bom, é possível, contando com a sua ajuda.
… Amor Fraterno e Perdão – o Amor move o mundo. Cada NOVO DIA é oportunidade de desejar esse amor com todas as forças. Aproveite os momentos em que todo o planeta passa por uma mudança de conduta momentânea, onde por alguns instantes todos os homens estarão entusiasmados com esse sentimento fraternal e deseje fervorosamente, todo o bem para a humanidade.

Adaptação do texto original de Ana Paula Paiva, ANO NOVO… VIDA NOVA !


 

PARA REFLETIR

A fim de conquistar-nos para os objetivos supremos da perfeição, é imperioso nos reconheçamos na estrada do aprimoramento.
Por semelhante motivo, é natural:
que o pensamento, vezes e vezes, se nos amargure, ante os desenganos e desapontamentos do mundo;
que as emoções se nos desequilibrem, compelindo-nos a grandes obstáculos de conciliação;
que a tentação nos visite, a ponto de acenar-nos com as perspectivas de queda em sofrimentos de longo curso;
que a incompreensão alheia nos agite, impelindo-nos a desajustes e frustrações;
que os conflitos psicológicos se nos acirrem no íntimo retardando-nos as melhores realizações;
que nos admitamos em erro que só a experiência e o tempo nos auxiliarão a corrigir;
que inúmeras dificuldades nos dificultem os passos para a frente…
Mas, diante do socorro que diariamente recebemos, não é natural que desistamos de trabalhar na seara do bem, porque, por piores sejam as circunstâncias, poderemos ouvir a voz da esperança, afirmando-nos que Deus nunca exigiu nos aperfeiçoássemos de um dia para outro, e que, por isso mesmo, Jesus, o Divino Companheiro, nunca nos abandona em caminho.

Meimei / Chico Xavier


NORMA DE OURO

“AMA O PRÓXIMO COMO A TI MESMO.”

A regra áurea reconhece o amor a nós próprios, justificando a necessidade do auto-apreço, para que não estejamos pregando estima aos outros, a chafurdar-nos em desmazelo.
Muito naturalmente aspiramos ao respeito pelos direitos que a vida nos atribui.
Almejamos a cooperação de muitos para que os nossos deveres se façam bem cumpridos. Nas horas do erro, agradecemos a caridade dos que nos propiciem o reconforto da tolerância.
Nos momentos de acerto, sentimos novo impulso ao serviço ante os estímulos da amizade.
Acicatados pela necessidade, queremos que os outros nos auxiliem.
Doentes , não duvidamos de que o próximo tem a obrigação de amparar-nos.
Diante daqueles que amamos exigimos a consideração dos que se aproximam.
Nas tarefas que impelidos a realizar aguardamos a avaliação afetiva dos que andam conosco.
Forçoso observar que os outros esperam também tudo isso.
A incompreensão aborrece-nos, o sarcasmo que se nos atira mais se assemelha a esbraseado estilete com que se nos revolve os tecidos da alma.
Acontece o mesmo na sensibilidade de quantos nos cercam.
Por outro lado, não nos seria lícito receitar educação para os semelhantes sem sermos educados, e nem apelar para o caráter alheio se nos amodorramos no charco da incúria.
“Ama o próximo como a ti mesmo”, diz a norma de ouro.
Nada de endeusar-nos, nem aparentar valor que não temos, mas respeitar-nos, garantido ao nosso espírito o dom de aprender, servir e melhorar-nos com tranquilidade de consciência.
Para chegarmos a isso, reconhecer que, em tudo, é preciso dar e fazer aos outros tudo aquilo que desejamos seja dado e feito a nós.

Do livro Sol nas Almas
André Luiz / Francisco Candido Xavier


NO CULTO DA GENTILEZA

Lembra-te de que Deus atende aos homens por intermédio das próprias criaturas e faze da gentileza uma prece constante, através da qual a Celeste Bondade se manifeste.
Muitos recorrem à Providência Divina, entre a revolta e o pessimismo, olvidando a necessidade de compreensão para que o bem se exprima em dons de reconforto, ao redor dos próprios passos, esparzindo a esperança, a fim de que o coração se mantenha preparado, à frente das bênçãos que se propõem a recolher.
Ninguém na Terra é tão bom que possa proclamar-se plenamente liberto do mal e ninguém é tão mau que não possa fazer algum bem nas dificuldades do caminho…
Nos maiores delinquentes há sempre um filho de Deus, transviado ou adormecido, aguardando o toque do amor de alguém, para tornar à trilha certa.
Sê compassivo e atrairás a bondade!
Sê amigo do próximo e a amizade do próximo virá ao teu encontro.
O carinho fraterno é uma fonte de bênçãos a deslizar no chão duro da rotina ou da indiferença, dessedentando as almas sequiosas que passam.
Realmente, é sempre uma afirmação de fé a nossa rogativa verbal ao Todo Misericordioso e a prece sentida é energizante em nosso próprio espírito, erguendo-nos para os cimos da existência.
O Senhor, no entanto, espera igualmente que nos façamos bons de uns para com os outros, assim como exigimos seja Ele para nós o benfeitor infatigável e incessante.
Não te esqueças de que o Mestre nos espera ao lado das próprias criaturas que caminham conosco, a fim de nos auxiliar.
Sejamos devotos da cortesia e da afabilidade, em todos os instantes, para que não aconteça venhamos a dizer, depois da oportunidade perdida: “Efetivamente, o Senhor estava junto de mim, mas não pude senti-Lo.”
Porque, em verdade, pelos fios invisíveis do amor, o Divino Mestre permanece constantemente entrosado à nossa própria vida.

Do livro Abrigo
Emmanuel / Francisco Candido Xavier


NOSSA CASA ESPÍRITA

De acordo com Djalma Montenegro de Farias, pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco, eis o caráter da Casa Espírita:
– escola de almas na Terra;
– oficina de socorro às aflições;
– oásis no deserto das ideias materialistas;
– hospital – atende a todos os doentes;
– templo – atende ao pranto;
– escola – ensina as diretrizes da vida feliz;
– núcleo de assistência;
– escola de Espiritismo; e
– escola de aprendizagem e renovação.

Podemos então concluir a nossa responsabilidade, enquanto trabalhadores da Casa e da Causa Espírita, no dizer de Emmanuel (por Chico Xavier), devemos imprimir ao nosso labor o mais alto sentido educativo, na realização da verdadeira fraternidade e da solidariedade real, à luz sacrossanta do Evangelho.

Estamos plenamente conscientes de nosso papel no desenvolvimento e na realização das tarefas da Casa Espírita da qual somos membros e colaboradores? Assumimos realmente o compromisso de dedicarmos o tempo que pudermos ao trabalho que a Casa realiza? Temos verdadeiramente uma relação de afeto com a nossa Casa Espírita?

Refletindo sobre tais questionamentos, é necessário que nos resguardemos de alguns vícios provocados pela rotina, tais como: frequentar o Centro apenas por hábito; realizar nossas tarefas mecanicamente, por obrigação, deixando de colocar o sentimento no trabalho; achar que não precisamos mais estudar porque somos espíritas há muitos anos; esquecer a prática diária das virtudes que o Evangelho do Mestre Jesus e a Doutrina Espírita nos incentivam a desenvolver, como a paciência, a tolerância, a bondade, a fraternidade, o perdão, o amor.

A Casa Espírita precisa de seus membros. É certo que os Trabalhadores Espirituais realizam suas tarefas sem embargo, mas a dimensão material espera nosso concurso. A administração, a assistência social, a evangelização infanto-juvenil, as reuniões públicas, o trabalho de passe e todos os demais setores não funcionam sem os seus responsáveis e auxiliares.

Aprendemos, com a Doutrina Espírita, que nada é por acaso. Se aqui estamos, certamente assumimos tal compromisso ainda na espiritualidade, e, da mesma forma que somos cobrados aqui na Terra quando não honramos nossos compromissos, teremos de dar conta, quando do nosso retorno à Pátria Espiritual, do que deixamos de cumprir dos projetos trazidos ao reencarnarmos.

A Casa Espírita é templo de amor e oração: está repleta de luzes e energias salutares que nos fortalecem, nos auxiliam a elevar nossos valores morais e a encontrarmos paz, compreensão, esclarecimento. Deve ser vista e sentida como nosso segundo lar e, como tal, receber todo o nosso carinho, reconhecimento e dedicação.

ABRACE SUA CASA ESPÍRITA NOS SEUS 88 ANOS DE SERVIÇO!

Elaine Neves – “O Cajado” (abr/2015)


NA HORA DA CRÍTICA

Salientamos a necessidade de moderação e equilíbrio, ante os momentos menos felizes dos outros; entretanto, há ocasiões em que as baterias da crítica estão assestadas contra nós.
Junto de amigos, quanto de opositores, ouvimos objurgatórias e reprimendas e, não raro, tombamos mentalmente em revolta ou depressão.
Azedume e abatimento, porém, nada efetuam de construtivo. Em qualquer dificuldade, irritação ou desânimo apenas obscurecem situações ou complicam problemas.
Atingidos por acusação e censura, convém estabelecer minucioso autoexame. Articulemos o intervalo preciso, em nossas atividades, a fim de orar e refletir, vasculhando o imo da própria alma.
Analisemos, sem a mínima compaixão por nós mesmos, todos os acontecimentos que nos ditam a orientação e a conduta, sopesando fatos e desígnios que motivaram as advertências em lide, com rigorosa sinceridade. Se o foro íntimo nos aponta falhas de nosso lado, tenhamos suficiente coragem a fim de repará-las, seja solicitando desculpas aos ofendidos ou diligenciando meios de sanar os prejuízos de que sejamos causadores. Entanto, se nos identificamos atentos ao dever que a vida nos atribui, se intenção e comportamento nos deixam seguros, quanto ao caminho exato que estamos trilhando em proveito geral e não em exclusivo proveito próprio, saibamos acomodar-nos à paz e à conformidade. E, embora reclamação e tumulto nos cerquem, prossigamos adiante, na execução do trabalho que nos compete, sem desespero e sem mágoa, convencidos de que, acima do conforto de sermos imediatamente compreendidos, vige a tranquilidade da consciência, no cumprimento de nossas obrigações.

Do livro: Estude e Viva
Chico Xavier / Waldo Vieira


“Não alcançamos as estrelas… mas podemos plantar flores.”