Respeito à mediunidade

Face a quaisquer colocações mediúnicas, tal como ocorre na vida normal, passa pelo crivo da razão o que te chegue ao conhecimento, o que te seja solicitado.
Abstêm-se de aceitar como corretas as manifestações bulhentas, espalhafatosas, os comportamentos alienados.
A paranormalidade encontra-se em todas as criaturas em maior ou menor grau de desenvolvimento.
A Doutrina Espírita dá-lhe a orientação e disciplina, ampliando-lhe o campo de ação e respeitabilidade, graças ao que se transforma em benção a favor de si mesmo, bem como o teu próximo.
Acurar meditação e estudar as potencialidades mediúnicas são deveres inadiáveis.
Tendo em vista os objetivos edificantes que lhe programam a conduta espírita, é muito justo que os médiuns evitem espetáculos que chamam a atenção e não passam de divertimento a caminho da frivolidade.
Considerando-se a pesada carga de sofrimentos que se encontram nas mentes e nos corações humanos, é lícito oferecer-se a mediunidade para a tarefa de consolação e de esclarecimento, penetrando nas causas das aflições e buscando erradicá-las.
Vive, portanto, de tal modo com discrição e equilíbrio, que a tua conduta revele a excelência das tuas faculdades medianímicas.
Jesus, que era por excelência o Médium de Deus, jamais vulgarizou as forças espirituais que O caracterizavam, tendo sempre o cuidado de evitar a frivolidade ou o desrespeito em sua volta.

Agindo sempre no bem, fez-Se o exemplo do servidor sem alarde, consciente do dever que lhe cumpria executar.

Seguindo-O, faze o mesmo.

Do livro: Seara do Bem
Joanna de Angelis / Divaldo Franco

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